Órgãos de inteligência comunicaram ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) 70 pessoas que concorriam às eleições eram suspeitas de ligação com o crime organizado. Os nomes e as cidades permanecem em sigilo, uma vez que a informação é considerada confidencial. O Ministério Público receberá os dados para investigar possíveis irregularidades. O coronel Pedro Luís de Souza Lopes, que comanda o centro de inteligência da Polícia Militar de São Paulo, destacou que a influência do Primeiro Comando da Capital (PCC) nas eleições foi subestimada. Ele mencionou indícios de que o tráfico de drogas estaria financiando campanhas eleitorais, revelando a complexidade da situação. O PCC, que movimenta aproximadamente R$ 1 bilhão anualmente, tem como principal atividade o tráfico internacional de cocaína.
Além disso, investigações conduzidas pela Polícia Civil apontaram que membros de organizações criminosas tentaram se infiltrar no processo eleitoral, apresentando candidatos. O suposto líder desse esquema político é João Gabriel de Mello Yamawaki, que é acusado de coordenar um extenso esquema de lavagem de dinheiro para a facção. A defesa de Yamawaki refutou as alegações, afirmando que as acusações carecem de fundamento.